Comissão de doação de órgãos do Hospital Santa Cruz participa de curso de formação da OPO6

Membros da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) do Hospital Santa Cruz (HSC), incluindo a coordenadora Fernanda Salvi, participaram do Curso de Formação de Coordenadores Intra-Hospitalar de Transplantes, realizado no dia 29 março em Lajeado. O evento foi promovido pela OPO6.
A Cihdott do Hospital Santa Cruz gerencia todo o processo de doação e captação de órgãos e tecidos na Instituição, sendo responsável por viabilizar o diagnóstico de morte encefálica, conforme Resolução do Conselho Federal de Medicina, fazer a abordagem e prestar esclarecimentos aos familiares sobre o potencial doador. A captação dos órgãos – exceto as córneas, após aceitação da família, é realizada por uma equipe especializada da Central de Transplantes do Estado.
Criada há mais de 20 anos, a comissão é formada por uma equipe multidisciplinar que desenvolve ações educativas e de conscientização sobre o funcionamento do programa e a importância do gesto de doar. O objetivo é estimular as famílias a conversarem abertamente sobre o assunto, bem como a quebra de mitos e tabus referentes à doação de órgãos e tecidos.
Algumas dúvidas comuns em relação à doação de órgãos:
1) Quero ser um doador de órgãos, o que devo fazer?
Você precisa conversar com sua família e deixar claro o seu desejo de ser doador, porque é ela quem irá decidir sobre a doação dos órgãos. Compartilhe com sua família o seu desejo.
2) Que tipos de doadores existem?
Existem dois tipos de doadores. Doador vivo: pessoa saudável, que concorde com a doação, e que faça isto de forma voluntária e altruísta. Este doador pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Perante a legislação, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, somente com autorização judicial.
Doador falecido: são pacientes com diagnóstico de morte encefálica, que se encontram internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou Emergência.
3) O que é morte encefálica?
É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que desempenha as funções fundamentais, como o controle dos órgãos vitais. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo, pois não há circulação sanguínea no cérebro.
4) Morte encefálica é o mesmo que coma?
A morte encefálica é diferente do coma. No coma, as células cerebrais continuam vivas, executando suas funções. Na morte encefálica, as células nervosas estão sendo rapidamente destruídas, sendo este processo irreversível.
5) Após a doação dos órgãos a aparência do corpo muda?
A retirada dos órgãos é realizada por profissionais altamente capacitados e, como em qualquer outra cirurgia, a região do corpo onde foi realizado o procedimento é coberta por curativo, não havendo mudança da aparência.
6) Quem recebe os órgãos doados?
Pacientes que aguardam o transplante de órgãos em lista única, regulada pela Central de Transplantes do Estado.