
O ex-presidente Michel Temer manifestou, nesta segunda-feira (25), seu apoio ao pacote de cortes de gastos que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a anunciar.
A declaração foi feita durante um evento promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, onde Temer conversou com jornalistas e fez uma análise sobre o cenário econômico atual.
Para o ex-presidente, a iniciativa de controlar os gastos públicos é um avanço positivo para o País. Ele ressaltou os benefícios da redução da dívida pública, enfatizando o impacto direto na diminuição de juros e na estabilidade econômica.
“É um bom projeto. Acho que cortar gastos é sempre útil. Tendo um teto para os gastos públicos, você reduz a dívida pública, e, ao reduzi-la, não paga juros. Quando você paga juros, isso não tem utilidade nenhuma. Diferentemente, ao diminuir a dívida pública, você reduz os juros e traz vantagens para o País”, afirmou Temer.
Avaliação da economia e elogios a Haddad
O ex-presidente avaliou que a economia brasileira apresenta um desempenho razoável e elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por sua atuação à frente da pasta econômica. Segundo Temer, Haddad tem surpreendido positivamente, mostrando habilidade e comprometimento com o equilíbrio fiscal.
“Eu acho que a economia vai indo razoavelmente bem. O Haddad, nesse sentido, é uma agradável surpresa”, declarou.
Desafios para os próximos dois anos
Apesar dos elogios, Temer alertou para a necessidade de o governo Lula apresentar um planejamento claro para os dois anos restantes de gestão. Na visão do ex-presidente, uma sinalização mais robusta sobre as prioridades do governo é fundamental para gerar confiança na sociedade.
“O que o povo deseja é saber o que um governo de quatro anos vai fazer ao longo do tempo, quais os gestos principais que vai praticar. Isso dá uma certa tranquilidade e segurança social. Acho que seria útil se o governo ainda viesse a deixar isso mais claro”, completou.
Contexto e impacto
O pacote de cortes de gastos anunciado pelo governo tem como objetivo reforçar o controle fiscal, uma das metas do Ministério da Fazenda para garantir maior estabilidade econômica e atrair investimentos. A fala de Temer ecoa entre analistas e políticos que veem na redução da dívida pública uma estratégia crucial para o desenvolvimento do País.