Presa por suspeita de envenenar bolo pesquisou arsênio na internet

O caso do bolo envenenado em Torres, no litoral norte do Rio Grande do Sul, tem gerado ainda mais repercussão desde a prisão de Deise Moura dos Anjos, suspeita de ser responsável pelo crime que resultou na morte de três pessoas da mesma família e deixou outras internadas.
Deise, que é nora de Zeli dos Anjos, preparadora do bolo, foi detida no domingo (5) e está sendo investigada por triplo homicídio e tripla tentativa de homicídio, ambos qualificados.
Principais detalhes do caso:
Suspeita e Motivação: Deise Moura dos Anjos, casada com o filho de Zeli, mantinha, segundo familiares, uma relação conturbada com a sogra. As investigações revelaram que a suspeita pesquisou sobre arsênio na internet semanas antes do crime.
Vítimas: As irmãs Neuza Denize Silva dos Anjos e Maida Berenice Flores da Silva, e Tatiana Denize Silva dos Anjos, filha de Neuza, morreram após consumir o bolo contaminado. Zeli, que preparou o bolo, também foi envenenada, mas sobreviveu e está em recuperação. Uma criança de 10 anos também foi internada, mas já recebeu alta.
Dinâmica: Durante um café da tarde em 23 de dezembro, sete pessoas da mesma família consumiram o bolo. Apenas uma não o ingeriu. Após relatos de um gosto estranho, as vítimas começaram a passar mal.
Veneno na Farinha – O Instituto-Geral de Perícias (IGP) identificou arsênio em alta concentração na farinha usada na preparação do bolo. Uma das vítimas apresentou uma concentração de arsênio 350 vezes superior ao limite letal.
Investigação: O delegado Marcus Vinícius Veloso afirmou que há provas contundentes contra Deise, indicando intenção clara de cometer o crime. A motivação ainda não foi divulgada.