
Usuários do projeto World, que escaneia a íris em troca de criptomoedas, relatam dificuldades para acessar o aplicativo World App e resgatar os valores prometidos. Após decisão da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a empresa foi proibida de remunerar novos participantes no Brasil, o que gerou uma série de problemas no suporte e no saque dos valores acumulados. Muitos usuários afirmam que perderam o acesso às contas após desinstalar o aplicativo ou tentar redefinir senhas.
O projeto, que operava em diversas regiões de São Paulo, oferecia cerca de R$ 600 em criptomoedas “Worldcoin” ao longo de um ano para quem participasse do escaneamento da íris. No entanto, diversas pessoas relatam que não conseguem recuperar suas contas, e o suporte do aplicativo, automatizado, não resolve as questões. Além disso, a World afirma que não consegue quantificar o número de usuários afetados, pois o sistema opera de forma anônima.
Advogados especialistas em direito digital apontam que a empresa pode estar violando direitos do consumidor, já que não oferece suporte adequado nem esclarecimentos sobre o contrato firmado com os participantes. Algumas vítimas estudam entrar com ações judiciais para recuperar os valores perdidos. Enquanto isso, a ANPD determinou que a World nomeie um representante no Brasil e apresente garantias de conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Em meio às reclamações, participantes buscam soluções, mas esbarram na falta de assistência. Muitos alegam que, ao comparecerem aos pontos de coleta da íris em busca de ajuda, são orientados a procurar o suporte do aplicativo, que não funciona. Alguns cogitam registrar boletins de ocorrência contra a empresa. A World, por sua vez, reforça que seus funcionários são treinados apenas para coletar os dados biométricos, sem poder oferecer suporte técnico ou financeiro.