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Uso excessivo de ar condicionado pode impactar a umidade do ar

Com a chegada das altas temperaturas, o ar-condicionado se torna um dos principais aliados para quem busca conforto térmico, especialmente em regiões que sofrem com ondas de calor e baixa umidade. No entanto, o uso inadequado do equipamento pode agravar a qualidade do ar, contribuindo para o aumento de doenças respiratórias e cardiovasculares, como alerta o pneumologista Marcos Arbex.

Em entrevista na Band, Arbex explicou que o ar-condicionado, além de refrescar o ambiente, reduz significativamente a umidade do ar, o que pode causar ou agravar problemas de saúde, principalmente em períodos de seca, que têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. “Quando o aparelho está ligado, ele retira a umidade do ar. É importante compensar isso com o uso de baldes de água ou umidificadores para evitar um ambiente seco demais”, orientou o médico.

Limpeza e manutenção são essenciais

Um dos cuidados fundamentais com o uso do ar-condicionado, segundo o pneumologista, é a higienização regular dos filtros, que, se negligenciada, pode causar a proliferação de fungos e bactérias no ambiente. “É necessário limpar o aparelho frequentemente. A má manutenção pode transformar o ar-condicionado em um vilão, já que ele espalha micro-organismos que causam alergias e infecções respiratórias”, afirmou Arbex.

Além disso, o especialista recomendou o uso moderado de umidificadores de ar para evitar a secura, mas alertou que o excesso de umidade também pode trazer consequências. “Toalhas molhadas e baldes de água são alternativas mais equilibradas, pois umidificadores em excesso podem causar mofo, o que também provoca crises alérgicas.”

Ventilador: uma opção, mas com cautela

Para aqueles que não possuem ar-condicionado, o ventilador é a alternativa mais comum. No entanto, o uso incorreto também pode representar riscos à saúde, conforme alertou o médico. “O ventilador deve ser utilizado com cuidado, especialmente em ambientes com poeira. Quando o aparelho está ligado diretamente nas pessoas, ele pode suspender o pó no ar, o que é prejudicial para indivíduos alérgicos ou com problemas respiratórios”, disse Arbex.

A recomendação é que o ventilador seja direcionado para uma parede ou em uma direção que não provoque a movimentação direta de partículas. “Além disso, em locais com muita poeira, o ventilador pode piorar a qualidade do ar interno, elevando o risco de crises alérgicas”, acrescentou o especialista.

Fumaça das queimadas: impacto direto na saúde

A fumaça das queimadas, que se intensificam durante o período de seca, também preocupa os especialistas da área da saúde. A exposição prolongada a esses poluentes é capaz de provocar doenças respiratórias graves. “O material particulado (MP) presente na fumaça das queimadas atinge as regiões mais profundas do sistema respiratório, podendo causar inflamação pulmonar, aumento de internações e mortalidade”, explicou Arbex.

Além das doenças respiratórias, a poluição do ar também afeta o sistema cardiovascular, com riscos para arritmias cardíacas e hipertensão. “A exposição contínua a esses poluentes tem um impacto direto na saúde, incluindo complicações em grávidas, como partos prematuros e bebês de baixo peso”, completou o pneumologista.

Prevenção em tempos de seca

Com a baixa umidade e a má qualidade do ar em muitas regiões do Brasil, o médico destacou a importância da prevenção, especialmente para quem trabalha ao ar livre. “O uso de máscaras, como a N95 ou PFF2, é recomendado em locais abertos, principalmente em períodos de queimadas. Manter-se hidratado também é essencial para evitar problemas respiratórios”, ressaltou Arbex.

Fonte
com informações da Band News

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