
Uma mulher de 46 anos foi internada no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro, após usar um produto falsificado vendido como Ozempic. Ela afirmou ter adquirido o medicamento em uma farmácia.
A Anvisa já havia alertado anteriormente sobre a circulação de lotes adulterados do medicamento no Brasil, identificando três lotes falsificados desde 2023. A falsificação inclui divergências na concentração e no idioma da embalagem.
A Anvisa detectou os lotes MP5C960 e LP6F832 em 2023, e em janeiro deste ano identificou o lote MP5A064, que tem prazo de validade até outubro de 2025 e embalagens em espanhol. Unidades desse lote foram consideradas falsificadas por apresentarem características diferentes das do medicamento original. Além disso, a agência proibiu a venda de medicamentos no site Manual.com.br por serem fabricados por empresa desconhecida e não possuírem registro sanitário.
A escassez global de medicamentos com semaglutida, o princípio ativo do Ozempic e Wegovy, também contribuiu para o aumento da circulação de versões falsificadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta no início deste ano sobre o impacto negativo da falta desses produtos, que são usados para tratar diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para perda de peso.