
Uma mãe procurou a redação da Central Santa Cruz nesta terça-feira (1º) para expressar sua indignação e denunciar a falta de atendimento médico adequado para sua filha de apenas um ano no ESF Faxinal.
Segundo o relato da mãe, que preferiu não se identificar, a unidade de saúde se recusou a atender a criança, mesmo ciente de seu histórico de otite recorrente e do fato de ter passado recentemente por uma cirurgia no ouvido.
De acordo com a mãe, ela compareceu ao posto de saúde na segunda-feira, com a filha apresentando sintomas e chorando de dor. “Minha filha chegou com o ouvido correndo pus, chorando de dor e eles não puderam atender”, desabafou a mãe.
Ela relatou que a criança estava com febre, intensa dor de ouvido a ponto de não querer mamar, e que a situação era agravada pelo histórico de otites repetitivas que culminaram em uma cirurgia custosa para a colocação de drenos, visando evitar infecções internas.
Ainda segundo a mãe, a justificativa dada pelos profissionais do posto de saúde para a recusa no atendimento foi que a unidade já estava “lotada” e que haviam outros pacientes em acolhimento. No entanto, a denunciante contesta essa alegação, afirmando que não havia um grande fluxo de pessoas no local.
O Central Santa Cruz entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Santa Cruz do Sul e com o ESF Faxinal para obter um posicionamento da instituição sobre o caso e apurar as circunstâncias.
Em contato com o ESF Faxinal, uma das profissionais informou à redação que a criança tinha sido atendida em uma consulta na unidade na semana passada (dia 28), e que retornou na tarde de ontem (31).
A médica da unidade foi acionada para ver como a criança estava, e que isto ocorreu na sala de triagem, porém a criança não foi passada para consulta porque existia uma grande demanda de pacientes que precisavam de cuidados urgentes.
A médica, ao identificar que a criança não apresentava febre no momento, precisou classificar a otite do bebê como um caso não urgente. Ao ventilar a possibilidade de transferir o bebê para outra unidade, a mãe acabou não aceitando a opção, segundo informações do ESF Faxinal.
O ESF Faxinal afirmou também que todos os procedimentos foram seguidos de acordo com os processos reguladores e que o caso já foi passado para a Secretaria de Saúde Municipal.