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Endividamento das famílias gaúchas piorou em agosto, segundo Fecomércio-RS

O mês de agosto trouxe uma nova piora nas condições financeiras das famílias gaúchas, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (PEIC-RS), divulgada pela Fecomércio-RS. O levantamento mostrou que o percentual de famílias endividadas no Rio Grande do Sul alcançou 92,9%, uma leve alta em comparação aos 91,2% registrados em julho. Este é o terceiro mês consecutivo de aumento, consolidando uma tendência que começou após as enchentes de maio, quando o ciclo de queda do endividamento foi interrompido.

Porto Alegre, cidade duramente atingida pelas enchentes e ainda lidando com suas consequências, é o foco da pesquisa. A capital foi cenário de alagamentos prolongados, o que impactou diretamente a economia local e agravou a situação financeira das famílias. Mesmo com o crescimento dos índices, os números de agosto de 2024 ainda se mantêm abaixo dos registrados no mesmo período de 2023, quando 39,7% das famílias estavam inadimplentes, contra os atuais 39,1%.

Inadimplência cresce pelo quarto mês seguido

Outro dado preocupante é o aumento da inadimplência. O número de famílias com contas em atraso chegou a 39,1% em agosto, acima dos 38,0% do mês anterior. Além disso, o tempo médio de atraso no pagamento subiu para 32,8 dias, evidenciando o impacto prolongado da crise financeira. O percentual de famílias que declararam não ter condições de quitar nenhuma parte das dívidas em atraso nos próximos 30 dias também registrou a quarta alta consecutiva, passando de 3,3% em julho para 3,7% em agosto.

Para o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, esse cenário de piora já era esperado após o impacto das enchentes. “No curtíssimo prazo, é natural uma deterioração da condição financeira das famílias depois de uma tragédia dessa proporção. O grande problema é se esse quadro persistir a longo prazo”, alerta Bohn.

Comprometimento da renda e impacto da tragédia

O estudo também revela que o comprometimento da renda familiar com dívidas aumentou, atingindo 28,1%, levemente acima dos 28,0% registrados em julho. No entanto, a proporção de famílias que se declararam “muito endividadas” também subiu para 29,6%, um indicativo de que a pressão sobre os orçamentos domésticos permanece alta.

Fonte
com informações da Assessoria de Imprensa do Fecomércio-RS

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