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Dinheiro de aposentadoria usado em apostas esportivas está na mira do INSS

INSS investigará gastos de beneficiários em sites de apostas; estudo aponta impacto preocupante no orçamento de brasileiros vulneráveis

O INSS anunciou que irá investigar o uso de aposentadorias e pensões em apostas esportivas. A decisão, divulgada pelo presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, ocorre após um estudo do Banco Central revelar que, em agosto, beneficiários do Bolsa Família gastaram cerca de R$ 3 bilhões em sites de apostas. A investigação busca entender o impacto desse tipo de gasto na renda de aproximadamente 40 milhões de beneficiários do INSS, incluindo aposentados e pessoas com deficiência.

Stefanutto afirmou em entrevista que o INSS considera preocupante o uso de aposentadorias para jogos de azar, especialmente em um contexto onde a maioria dos beneficiários vive com orçamentos restritos. “Essas pessoas ganham em média R$ 1.900, quantia com a qual precisam arcar com alimentação, educação dos netos, entre outras despesas básicas”, explicou o presidente. Ele destacou que, ao contrário de perfis financeiros mais confortáveis, os aposentados e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) enfrentam uma situação de vulnerabilidade, o que agrava o impacto desses gastos.

A partir desse cenário, o INSS pretende agir de maneira mais ativa, segundo Stefanutto, promovendo campanhas de conscientização junto aos beneficiários. Ele reforçou que, ao oferecer o benefício, o órgão deve também zelar pelo bem-estar financeiro de seus destinatários: “O INSS não pode mais agir assim: ‘Dei o benefício, não quero mais ver você aqui’. É nossa responsabilidade entender como esses recursos estão sendo utilizados”, afirmou.

A preocupação de Stefanutto não se limita aos aposentados; o perfil dos beneficiários do BPC, composto em grande parte por pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, também está em análise.

Colaboração com Banco Central e IBGE para entender perfil de gastos

Para ampliar o entendimento sobre o fenômeno das apostas esportivas, o INSS busca apoio técnico de instituições como o Banco Central e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cooperação visa delinear um perfil detalhado dos gastos dos beneficiários, de modo a guiar a elaboração de políticas de apoio e controle financeiro. O estudo recente, que trouxe à tona os bilhões investidos em jogos de azar por cidadãos de baixa renda.

O fenômeno das apostas esportivas, especialmente entre a população mais vulnerável, tem levantado discussões sobre a saúde financeira dos brasileiros. Segundo dados do setor, o acesso cada vez mais fácil a essas plataformas tem seduzido até mesmo aqueles que vivem com recursos limitados, criando um cenário de risco para o equilíbrio orçamentário familiar.

Fonte
com informações do Portal iG

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