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Adesão ao programa Voa Brasil segue baixa e atinge menos de 1% do público-alvo

O programa Voa Brasil, lançado pelo governo federal com o objetivo de oferecer passagens aéreas acessíveis para aposentados, teve baixa adesão em seus três primeiros meses. Até o momento, apenas 16 mil pessoas adquiriram bilhetes pelo programa, número que representa menos de 1% do total de 3 milhões de passagens previstas para serem ofertadas em seu primeiro ano de operação.

Apesar da baixa adesão, o balanço divulgado nesta quinta-feira (31) pelo governo federal aponta uma expansão de 53,8% em relação aos primeiros 58 dias do programa, quando o total de bilhetes vendidos estava em 10,4 mil. O Voa Brasil oferece passagens aéreas por até R$ 200, buscando atender inicialmente o público de aposentados. No primeiro semestre de 2025, o governo prevê a inclusão de estudantes universitários de baixa renda, ampliando o alcance da iniciativa.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que o programa foi acessado por mais de 100 mil CPFs diferentes nos últimos três meses, mas o índice de conversão em vendas foi de aproximadamente 15%, percentual mais elevado do que nos sites das companhias aéreas, onde a taxa de compra é inferior a 3%.

Nordeste lidera buscas por destinos

Entre os destinos mais procurados pelos beneficiários do Voa Brasil, o Nordeste lidera com seis cidades no ranking das mais buscadas: Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Maceió (AL). São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) também figuram como destinos populares, com cerca de 4,6 mil e 1,5 mil bilhetes comprados, respectivamente.

O governo espera que a ampliação do programa no próximo ano aumente a adesão, visando estimular o turismo interno e ampliar as oportunidades de acesso ao transporte aéreo para públicos de baixa renda.

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