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Rodrigo Rabuske marca presença de Santa Cruz no Movimento SOS Agro RS

Santa Cruz do Sul – O vereador Rodrigo Rabuske (PL) está no Parque da Fenarroz em Cachoeira do Sul, nesta quinta-feira, dia 4, marcado a presença do Município no evento em defesa do setor produtivo do Rio Grande do Sul denominado SOS Agro RS.

A manifestação, que é tida pelos organizadores como apartidária, busca soluções para os prejuízos causados pelas enchentes que assolaram o setor agrícola gaúcho, buscando medidas para renegociação e perdão de dívidas remanescentes das últimas safras que já haviam sido afetadas pelas estiagens.

Segundo o vereador Rodrigo Rabuske, o movimento, que também conta com a adesão da Farsul e da Fetag RS, visa chamar atenção dos governos do Estado e Federal, para o grave problema no setor produtivo agrícola. “Todos os setores da produção do agronegócio foram duramente afetados e carecem de um olhar diferenciado por parte dos governantes. Estamos ao lado destes produtores a fim de se engajar nesta luta“, citou.

A reivindicação principal do grupo SOS Agro RS, composto por produtores rurais de diversos portes e atividades, todos enfrentando problemas financeiros graves, é que o Governo Federal se manifeste sobre as medidas apresentadas pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) no dia 7 de maio, que incluem a prorrogação de dívidas, criação de uma linha de crédito com juros de 3% e prazo de pagamento de 15 anos, com até dois anos de carência.

O Rio Grande do Sul contabiliza a quarta safra consecutiva com perdas nas atividades agropecuárias. De 2019 a 2022, foi a estiagem que causou prejuízos; já no ciclo 2023/24, o excesso de chuvas impactou negativamente a colheita.

Segundo a Emater-RS, a perda média na soja é de dois milhões de toneladas, com algumas regiões ainda com mais de 50% da área plantada sem colheita. Na Metade Sul, cerca de 10% da área foi abandonada devido às condições péssimas dos grãos.

A área cultivada no estado está estimada em 6,6 milhões de hectares, com uma produtividade média estadual de 2.923 kg/ha. No entanto, algumas regiões colheram muito abaixo desse volume. As perdas não se limitaram à soja. Outras culturas, como milho em grão e silagem, além de áreas de arroz, foram severamente impactadas. A histórica enchente de maio afetou mais de 206 mil propriedades, sendo que 50 mil produziam grãos.

Atividades como criação de suínos, aves, bovinos, bovinos de leite, olerícolas e produção de frutas também sofreram impactos significativos. No meio rural, 19.190 famílias enfrentaram perdas em estruturas das propriedades, como casas, galpões, armazéns, silos, estufas e aviários.

Na agroindústria, cerca de 200 empreendimentos familiares registraram prejuízos. Diante dessa situação, os produtores não conseguem cumprir os compromissos financeiros assumidos e reinvestir na recuperação das propriedades.

MOVIMENTO SOS AGRO RS

Frente unificada – Unir os produtores rurais em uma frente unificada em prol dos interesses e direitos dos produtores da agricultura e pecuária e toda sua cadeia produtiva no estado do Rio Grande do Sul.

Inclusão e representatividade – Todos os produtores, independentemente do porte ou especialização (seja na agricultura familiar, pequena, média, grande, do setor leiteiro, pecuária, orizicultura, uva, piscicultura, apicultura, soja, hortaliças, fruticultura, toda a cadeia produtiva, etc.), são essenciais e bem-vindos.

Apartidarismo e foco no produtor – O movimento é apartidário, sem uso de quaisquer bandeiras, centrado nos desafios e necessidades dos produtores, acima de interesses políticos. Buscam a renegociação de dívidas que os produtores já vêm sofrendo primeiro com a seca dos últimos 3 anos e, por último, as chuvas que devastaram parte do Estado.

Apoio à Farsul – O grupo compromete-se integralmente com as demandas e propostas apresentadas pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).
Defesa da agricultura e pecuária e de toda sua cadeia produtiva – A missão é assegurar que as políticas públicas atendam efetivamente às demandas da agricultura e pecuária gaúcha, garantindo sua viabilidade e crescimento sustentável.

Transparência e democracia – Todas as decisões do movimento serão tomadas de forma transparente e democrática, assegurando a participação igualitária de todos os membros.

Mobilização responsável – O engajamento será sempre pacífico e responsável, respeitando integralmente as leis e regulamentações vigentes.

Diálogo e negociação – A prioridade é o diálogo contínuo com autoridades e instâncias pertinentes, buscando a negociação como principal meio de alcançar nossos objetivos.

Respeito e solidariedade – Celebra a diversidade de opiniões e experiências entre os produtores, promovendo um ambiente de respeito mútuo e solidariedade.

Compromisso com o futuro – Assumem o compromisso de trabalhar incansavelmente pelo futuro próspero da agricultura e pecuária no Rio Grande do Sul, garantindo sua sustentabilidade para as gerações vindouras.

Querem possibilitar a permanência dos agricultores no setor e assim contribuir para reerguer o Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte
Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do SulFoto: Divulgação

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