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Lula convoca ministros para discutir futuro das bets nesta quinta (3)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne-se hoje com os ministros da Fazenda, Saúde, Esporte, Casa Civil e Desenvolvimento Social para discutir medidas relacionadas às apostas online, após um relatório do Banco Central apontar que beneficiários do programa Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em apostas durante um único mês, utilizando o sistema de pagamento instantâneo Pix.

A reunião surge em resposta à preocupação do governo com o impacto financeiro e social das plataformas de apostas, especialmente entre beneficiários de programas sociais. A expectativa é que o encontro resulte em um pacote de medidas que busca impedir o uso de recursos públicos em atividades de apostas e mitigar problemas de saúde financeira entre os apostadores.

Entre as possíveis medidas, está a restrição do uso da função débito de cartões para transferências a casas de apostas, uma solução que afetaria não apenas os beneficiários do Bolsa Família, mas todos os usuários. Isso evitaria que alguém usasse cartões ou transferências diretas para apostar, reforçando o controle sobre os gastos.

Impacto no futebol e nas apostas

A reunião acontece em um momento delicado para o setor de apostas, já que a lista de casas de apostas autorizadas a operar no Brasil, divulgada pelo Ministério da Fazenda, excluiu grandes patrocinadoras de clubes de futebol da Série A, como Esportes da Sorte e Stake. A exclusão dessas empresas tem gerado apreensão, visto que 15 dos 20 clubes da primeira divisão do Brasileirão têm contratos milionários com casas de apostas. Esses acordos podem estar em risco caso as empresas não se regularizem até o dia 10 de outubro, quando será o prazo para os clubes removerem as logomarcas das apostas de suas camisas e demais espaços publicitários.

Esportes da Sorte, patrocinadora de clubes como Corinthians, Bahia e Athletico-PR, está sendo investigada por lavagem de dinheiro, enquanto Stake, parceira do Juventude, busca esclarecer sua exclusão da lista oficial. Os contratos de patrocínio com essas empresas somam mais de R$ 500 milhões, colocando em risco as finanças de várias equipes de futebol.

O Ministério da Fazenda, em nota, afirmou que algumas empresas não foram incluídas na primeira lista devido a problemas técnicos no sistema de recepção das notificações. No entanto, essas empresas estão buscando sua regularização junto ao governo, e novas atualizações na lista de casas autorizadas podem ocorrer nos próximos dias.

Apostas e saúde pública

O governo federal também está preocupado com os efeitos sociais das apostas, especialmente no que diz respeito à saúde mental e financeira de apostadores vulneráveis. O gasto elevado entre beneficiários de programas sociais levanta questões sobre a regulamentação das apostas online e a necessidade de políticas públicas mais eficazes para proteger as populações mais expostas ao vício em jogos de azar.

Lula e seus ministros devem anunciar, após a reunião, medidas que visem um maior controle sobre a operação dessas plataformas, com foco em evitar o uso inadequado de recursos destinados a programas como o Bolsa Família.

Fonte
com informações do Portal iGFoto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

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